| Guerra nas estrelas agora é contra o lixo |
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Estima-se que mais de um milhão de objetos artificiais maiores que um centímetro estejam à deriva em órbita terrestre. É muito? Pois há outros números intrigantes. Saiba, pois, que cerca de 80% de todos os itens orbitantes catalogados ocupam a chamada órbita terrestre baixa, que se estende até 2.000 km acima da superfície do planeta e inclui cerca de 3.500 objetos maiores que dez centímetros, alguns deles viajando a velocidades de até 28.000 quilômetros por hora.Assustador, não? Mesmo assim, a malha de satélites de telecomunicações orbitando em torno da Terra vai ficar ainda mais densa a médio prazo, com o aumento previsto da participação européia nos lançamentos de vôos espaciais, tanto de carga quanto de navegação, exploração e pesquisa. É certo que esses novos satélites empregando tecnologia de ponta contribuirão muito para melhorar a cobertura mundial de circuitos de voz e dados, mas eles contribuirão, por outro lado, para piorar o congestionamento da órbita terrestre, repleta de satélites ativos e, pior ainda, de detritos de missões antigas. É o tipo do lixo não reciclável e que nunca será recuperado. Essa poluição começou há pouco mais de 50 anos. O lançamento do Sputnik 1, primeiro satélite artificial, pela então União Soviética, em 1957, determinou o início da utilização do espaço pela ciência e por atividades comerciais. Durante a Guerra Fria, o espaço era território de contenda entre a URSS e os EUA, embate que atingiu seu clímax com a corrida espacial rumo à Lua, nos anos 1960. Em 1964 foi lançado pelos americanos o Syncom 3, primeiro satélite de TV numa órbita geoestacionária, para transmitir para os EUA os XVIII Jogos Olímpicos, realizados em Tóquio. Mais tarde, o número de lançamentos russos começou a cair, enquanto outros países estabeleceram seus programas espaciais. Com isso, o número de objetos em órbita terrestre vem aumentando sem parar, com uma média atual de 200 novos lançamentos por ano. E tem muita gente de olho nessa movimentação, pronta para fazer qualquer alerta. O Observatório do Teide, por exemplo, próximo ao vulcão do mesmo nome em Tenerife, nas Canárias, possui equipamentos dedicados a busca, acompanhamento, identificação e catalogação desse aspecto menos glorioso da exploração espacial – o lixo cósmico. Aparatos como este podem detectar objetos tão pequenos quanto detritos de dez centímetros e atuam em conjunto com poderosos radares, como o do FGAN, com sua antena de 34 metros, em Wachtberg, na Alemanha. Pelo jeito, não faltará trabalho para observatórios como o de Tenerife. Esta semana, por exemplo, acontecerá no aeroporto internacional de Schönefeld, em Brandemburgo, a Exposição Internacional Aeroespacial de Berlin, um evento de grande porte, com mais de mil expositores vindos de 40 países. Na ocasião, estarão presentes empresas de pesquisa espacial, incluindo a ESA, agência espacial européia, que apresentará seus programas de exploração astronáutica. Estas missões proporcionarão grandes e óbvios avanços tecnológicos, mas poderão agravar ainda mais a poluição orbital. Fonte: Agência O Globo |




Estima-se que mais de um milhão de objetos artificiais maiores que um centímetro estejam à deriva em órbita terrestre. É muito? Pois há outros números intrigantes. Saiba, pois, que cerca de 80% de todos os itens orbitantes catalogados ocupam a chamada órbita terrestre baixa, que se estende até 2.000 km acima da superfície do planeta e inclui cerca de 3.500 objetos maiores que dez centímetros, alguns deles viajando a velocidades de até 28.000 quilômetros por hora.




